Áudio vazado: Tentativa de corrupção faz Derlan perder cadeira da presidência na Câmara de Rio das Ostras

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Três meses após ter seu áudio vazado na internet, onde Vanderlan Moraes da Hora (PV) ofertava propina para um servidor público de Rio das Ostras, o presidente da Câmara dos Vereadores de Rio das Ostras, foi afastado do cargo nesta quarta-feira (25).

Por 10 votos contra 1, os parlamentares decidiram retirá-lo da presidência da Casa. Com a decisão, o vereador Paulo Fernando Carvalho (PV), conhecido como Carvalhão, assumiu o lugar de presidente interino até a eleição de uma nova presidência, que deve ocorrer em aproximadamente 30 dias. 

O vereador Rogério Belém não estava presente na votação. A ação que motivou a perda de cargo do parlamentar Derlan da Hora aconteceu há cerca de três meses. Um áudio do vereador oferecendo propina foi vazado nas redes sociais. Na conversa entre Derlan e um funcionário público estatutário, o vereador pedia para o servidor agilizar a aprovação de notas fiscais de uma empresa prestadora de serviços à Saúde Municipal.

Na época, o funcionário que é lotado na Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA) e atua como Fiscal do Contrato de Prestação de Serviços de determinada empresa que fornece produtos/equipamentos para o “combate” à Covid-19 denunciou o parlamentar nas redes sociais.

No áudio vazado, Vanderlan, que se diz representante da empresa, oferece 1% de comissão ao servidor para que agilize as notas fiscais mesmo sem aprovação. O caso foi denunciado pelo ex-vereador Joelson da Farmácia ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, criado pelo Ministério Público. Em paralelo, a Câmara municipal também apurava o caso.

Cerca de três meses depois, a Câmara chegou à conclusão sobre o caso de tentativa de corrupção e votou para que Derlan da Hora fosse destituído do cargo de presidente. Porém, o mandato do parlamentar ainda não deve sofrer nenhum sobressalto já que ele só poderá ser cassado se houver uma ação judicial que exija isso. Ou seja, caso o Ministério Público prove que ele cometeu uma ilegalidade. Só assim o plenário da Câmara, que é soberano em questões de perda de mandato, decidirá pela cassação ou não.

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